Mostra Comemorativa do Cinema Pernambucano começa hoje em cinemas de diferentes regiões do país
Apresentada pela Imovision, programação celebra os aniversários de quatro obras fundamentais do cinema pernambucano, com sessões de 13 a 19 de agosto em cerca de 20 salas pelo Brasil
Começa hoje, 13 de agosto, a Mostra Comemorativa do Cinema Pernambucano, apresentada pela Imovision, que celebra os aniversários de quatro obras fundamentais da cinematografia brasileira em sessões por diferentes regiões do país: “Baile Perfumado” (1996), de Lírio Ferreira e Paulo Caldas, que completa 30 anos; “Baixio das Bestas” (2006), de Claudio Assis, e “Cinema, Aspirinas e Urubus” (2006), de Marcelo Gomes, que chegam aos 20 anos; e “Boi Neon” (2016), de Gabriel Mascaro, que completa uma década. Em cartaz até 19 de agosto, o evento valoriza a memória cinematográfica e reafirma a importância de manter viva a presença de Pernambuco na construção do imaginário brasileiro.
A Mostra Comemorativa do Cinema Pernambucano teve abertura oficial no dia 6 de agosto, no Cine São Luiz, em Recife, e segue agora em circuito nacional, com sessões dos quatro filmes em cerca de 20 salas pelo Brasil. A programação também contará com debates presenciais com realizadores em praças selecionadas, política de ingressos sociais e ações voltadas à democratização do acesso. O circuito traz cidades como Recife, Jaboatão dos Guararapes, Triunfo, Aracaju, Belém, Teresina, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Juiz de Fora, Niterói, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Ribeirão Preto, São Paulo e Palmas.
A mostra celebra a força, a identidade e o impacto do cinema pernambucano no cenário nacional e internacional, reunindo filmes que marcaram época e ajudaram a projetar Pernambuco como um dos polos mais inventivos do audiovisual brasileiro. Ao revisitar essas obras, a programação reconhece produções que ampliaram o alcance estético, político e afetivo do cinema nacional, preservando histórias, paisagens e modos de ver que compõem a cultura do país.
Lançado em 1996, “Baile Perfumado”, de Lírio Ferreira e Paulo Caldas, acompanha Benjamin Abrahão, mascate libanês e amigo íntimo do Padre Cícero, que decide filmar Lampião e seu bando acreditando que o registro poderá transformá-lo em um homem rico. Entre o fascínio pelo cangaço, a ambição do cinema e a repressão da ditadura do Estado Novo, o filme se tornou um marco da retomada do cinema pernambucano e brasileiro, conquistando o prêmio de Melhor Filme no Festival de Brasília e revelando uma nova geração de realizadores.

