13 de agosto de 2026
NOVIDADES

Geni Núñez leva à Casa Museu Eva Klabin, neste sábado, palestra gratuita inspirada no pensamento de Ailton Krenak

A Casa Museu Eva Klabin recebe, neste sábado, 15 de agosto, às 16h, a escritora, ativista e pensadora indígena Geni Núñez para a palestra gratuita “Reflorestamento do imaginário”. Autora de “Descolonizando afetos: experimentações sobre outras formas de amar” e “Felizes por enquanto”, Geni apresenta uma reflexão em diálogo com a ideia de “monoculturas do pensamento”, elaborada por Ailton Krenak, aproximando a monocultura da terra, a monogamia nas relações afetivas e sexuais e o monoteísmo para pensar outras formas de imaginar a existência. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes do início do evento, pela equipe da Casa Museu.

A atividade integra a programação de ativações da exposição “Nossa América”, em cartaz até 6 de setembro, e também compõe as celebrações pelos 31 anos da Casa Museu Eva Klabin. Com curadoria de Camilla Rocha Campos e Claudia Jaguaribe, a mostra parte do acervo de arte andina da instituição para propor um olhar sobre produções visuais latino-americanas que atravessam objetos, vegetações, animais, espíritos e paisagens do continente ao longo de séculos. Em vez de tratar imagens, cerâmicas, grafismos e símbolos como vestígios de um passado distante, a exposição os apresenta como presenças ativas, capazes de construir leituras sobre história, território e relações entre humanos, natureza e espiritualidade.

Ativista indígena Guarani, escritora, psicóloga e influente pensadora das relações, Geni Núñez trabalha com questões étnico-raciais brasileiras, com destaque para os debates indígenas. Em “Reflorestamento do imaginário”, ela retoma reflexões desenvolvidas em sua trajetória acadêmica e intelectual para questionar a lógica da monocultura, compreendida como antagônica à floresta. A floresta, nesse contexto, aparece como imagem de abundância e diversidade, capaz de acolher diferentes formas de existência.

Baseada no ensaio “Diante dos negacionismos”, publicado pela autora em 2021 na revista “ClimaCom”, a discussão também aborda os binarismos e propõe uma leitura crítica sobre modos únicos de organizar o pensamento, os afetos e a vida. Mestre em Psicologia Social, doutora pelo Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFSC e pós-doutora pelo Instituto de Estudos Avançados da USP, Geni foi membro da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia e integra a Articulação Brasileira de Indígenas Psicólogos/as.