22 de setembro de 2026
NOVIDADES

SÁBADO (19/9), Octávio Guedes, lança na Bloco Livros, “Heróis por acaso – Improváveis personagens que mudaram a História do Brasil

, 2º piso, Leblon

Octavio Guedes é carioca, niteroiense de paixão, botafoguense e comentarista de política da GloboNews, onde tenta entender e explicar a República brasileira. Trabalhou boa parte de sua carreira em redações de jornais, como “O Globo”, “Jornal do Brasil” e “Extra”. Comandou ainda um programa diário na Rádio CBN sobre o Rio de Janeiro. Ganhou o Prêmio Esso três vezes e o internacional Awards of Excellence, da Society for News Design. Escreveu, com Daniel Sousa, “Essa República vale uma nota”, publicado em 2019 pela Editora Máquina de Livros.

*5 PERGUNTAS PARA OCTAVIO GUEDES:*

*1. Quando você percebeu que o Brasil tinha tantos heróis por acaso?*

Cresci ouvindo que o Brasil foi descoberto por acaso. Mas quando Cabral saía de cena, entravam heróis de bronze montados a cavalo nas praças. Eu me perguntava: onde foi parar o acaso? Como sempre devorei livros de história e biografias, meu olhar sempre estava em busca dele, até que um dia me acendeu uma luz: tem um livro aí. Foi por acaso.

*2. Como conseguiu levantar informações e detalhes sobre tantos personagens desconhecidos?*

Foi um trabalho de mineração jornalística. Quanto menos conhecido o personagem, mais espalhados estão os vestígios dele. Eu e Tito Guedes, que fez o trabalho de pesquisa e, por acaso, é meu filho, fomos atrás de jornais antigos, livros, biografias, documentos, discursos e entrevistas.

*3. Qual figura de “Heróis por acaso” tem a trajetória mais surpreendente?*

Talvez seja o marujo Marcelino Rodrigues Menezes. Quase ninguém conhece seu nome, embora ele esteja na origem de um dos episódios mais marcantes da História do Brasil: a Revolta da Chibata, liderada por João Cândido. Marcelino praticamente desapareceu da memória nacional. Ele não planejou uma revolução e muito menos imaginava que seu castigo, provocado por duas garrafas de cachaça, seria o estopim para uma rebelião que humilhou a República e expôs a crueldade de um país tão desigual.

*4. O Brasil é injusto com os personagens que estão no livro?*

O livro não pretende transformar todos em grandes heróis nacionais. Alguns são heróis, outros são anti-heróis e há aqueles que simplesmente estavam no lugar certo – ou errado – na hora certa. A grande satisfação desse livro foi falar de Sua Excelência o acaso.

*5. Usar o bom humor, como você faz no livro e na TV, é uma forma de chamar a atenção para a História do Brasil de antigamente e de hoje em dia?*

Assim como a política, a História do Brasil tem acontecimentos tão absurdos, personagens tão improváveis e situações tão inacreditáveis que muitas vezes o humor está no próprio fato. Não é preciso inventá-lo. Meu trabalho é encontrá-lo e usá-lo como isca para um comentário ou uma crônica.

*MAIS INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:*

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