Carminho traz ao Rio a turnê de ‘Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir’, com nova leitura do fado
Cantora portuguesa apresenta seu trabalho mais autoral em show no Vivo Rio, dia 21 de agosto
Carminho reafirma o fado como uma linguagem viva, aberta ao diálogo com o presente. É essa visão que conduz a turnê mundial de “Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir” (Sony Music), sétimo álbum da cantora e compositora portuguesa. Ela chega ao Rio de Janeiro para uma apresentação única, dia 21 de agosto, no Vivo Rio.
Mais do que renovar o seu repertório, Carminho convida o público a percorrer um universo em que tradição e experimentação caminham juntas. Centrado nas canções de seu mais recente trabalho — composto majoritariamente por músicas autorais —, o espetáculo amplia os horizontes do fado sem romper com suas raízes, revelando uma artista que faz da herança portuguesa matéria-prima para novas possibilidades de criação.
O setlist tem como base o álbum “Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir” (2025), que tem Carminho como autora de 8 das 11 faixas. Em “Saber”, ela divide os vocais com a lendária Laurie Anderson, que sussurra versos em inglês sobre a poesia da portuguesa Ana Hatherly (1929–2015). A poeta também inspira “Balada do país que dói”, na qual o lirismo se une à experimentação com guitarra portuguesa, mellotron e até o uso do Vocoder, operado pela própria Carminho. Outro destaque é “Canção à ausente”, poema de Pedro Homem de Mello, que fala da espera e da ausência amorosa. Já “Sofrendo da alma”, sobre versos de Amália Rodrigues, reforça a ligação emocional com as raízes do gênero.
“Esse disco é a continuação do trabalho que tenho feito, de pesquisa e de prática sobre o fado tradicional, que eu acredito ser uma língua viva. Ela está aqui para nos servirmos dela, para podermos nos expressar”, afirma. “Busquei em poemas mais ambíguos e em sentimentos mais plurais o meu interesse na interpretação”.
Carminho também deve apresentar “Chuva no Mar”, dueto seu com Marisa Monte, e canções do álbum que gravou sobre a obra de Tom Jobim.

