Em agosto, Centro Cultural Justiça Federal promove encontros entre diferentes linguagens artísticas e culturais
Em agosto, o Centro Cultural Justiça Federal segue celebrando seus 25 anos com uma programação que reafirma sua vocação como espaço dedicado às diferentes linguagens artísticas. Marcada por releituras, encontros e diálogos inusitados, a programação reúne experiências que aproximam tradição e contemporaneidade e mantém em cartaz a exposição Coleção Ingá: Brasil plural, que reúne mais de 200 obras de importantes nomes da arte brasileira e permanece aberta à visitação até 27 de setembro.
Nas artes cênicas, a programação apresenta o clássico Eles Não Usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri, cuja montagem aborda temas como desigualdade social, luta coletiva, ética e conflitos geracionais, além da releitura de A Bela Adormecida, que transporta o conhecido conto de fadas para um reino africano, valorizando a representatividade negra e elementos da cultura afro-brasileira.
A programação musical de agosto atravessa diferentes tempos e sonoridades. Da homenagem ao Clube da Esquina à fusão de estilos como rock, samba, baião, ciranda e eletrônica em uma experiência que une tradição e vanguarda, brasilidade e experimentação; da harpa reinventada por Léa Mesnil, que coloca esse instrumento tradicional em diálogo com a energia do rock de Rita Lee e da música popular brasileira, até o encontro inédito de três jovens músicos, em um espetáculo que transforma o palco em uma sala de estar ao intercalar música, conversa, histórias e improviso. A programação inclui ainda concertos, recitais e apresentações que ampliam esse diálogo entre diferentes linguagens musicais.
No audiovisual, o cinema extrapola a tela para provocar encontros, debates e ocupações do espaço público. Das sessões de filmes seguidas por rodas de samba e debates à retomada da vocação cultural da Cinelândia com exibições gratuitas ao ar livre, a programação reafirma o cinema como ponto de partida para experiências coletivas e reflexões sobre memória, esporte, tecnologia e sociedade.
Na literatura, a palavra torna-se espaço de escuta, criação e diálogo. Entre oficinas, rodas de conversa, palestras, saraus e clubes de leitura, a programação convida o público a escrever, compartilhar experiências, revisitar grandes autores e descobrir novas formas de interpretar a si mesmo e o mundo.
A maioria dos eventos seguem sendo oferecidos gratuitamente ou a preços populares. Confira a programação completa no site do CCJF: https://ccjf.trf2.jus.br/programacao

