21 de julho de 2026
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Orquestra Petrobras Sinfônica lança álbuns com repertórios para amantes da música clássica

Os lançamentos contam com obras para clarineta e viola e uma coleção de câmara que homenageia o maestro Armando Prazeres

A Orquestra Petrobras Sinfônica acaba de lançar neste mês de julho dois álbuns: Lumière – Obras Concertantes para Clarineta e Viola e Coleção Armando Prazeres – Quarteto de Cordas (Haydn), respectivamente.

Em Lumière – Obras Concertantes para Clarineta e Viola, todas as músicas foram gravadas ao vivo em concertos da orquestra, sob a regência do maestro Isaac Karabtchevsky e com solos de clarineta de Cristiano Alves e de viola de Dhyan Toffolo. Um dos destaques do álbum é a relação de contraste entre as faixas, que vão do obscuro ao colorido, mostrando as várias facetas das obras para clarineta.

O nome Lumière foi escolhido por significar “luz” em francês — palavra que exprime claridade, luz interior, brilho e a própria luz da vida —, além de dialogar diretamente com as obras de Françaix e Debussy, fechando o conceito do álbum. Outro destaque do lançamento é a participação de solistas da própria Orquestra, evidenciando os talentos que integram seu corpo artístico, além da oportunidade de contar com mais um registro da regência de Isaac Karabtchevsky, preservando sua interpretação para o público e para a história.

“O artista se alimenta de desafios. Em 2009, tive a honra de atuar como solista junto à Orquestra Petrobras Sinfônica, sob a regência de Isaac Karabtchevsky, em um programa dedicado à música francesa do século XX. A rica sonoridade deste álbum somente foi possível graças ao magistral trabalho de captação de áudio de Eduardo Monteiro. Que todos possam percorrer este caminho de luzes, cores, sombras e belas texturas reveladas em ‘Lumière'”, conta Cristiano Alves.

Além desse lançamento, a Orquestra Petrobras Sinfônica idealizou uma série de música de câmara em homenagem ao seu fundador, batizando-a de Coleção Armando Prazeres. O primeiro disco da série traz um quarteto de cordas interpretando o Quarteto de Cordas, Op. 76, nº 3, “Imperador”, de Franz Joseph Haydn. A interpretação foi gravada por Ivan Scheinvar e Daniel Albuquerque, nos violinos, Tiago Vieira, na viola, e Mateus Ceccato, no violoncelo.

O compositor escreveu cerca de 70 quartetos de cordas, e os seis que compõem o Op. 76 estão entre os últimos e mais celebrados de sua carreira, compostos no auge de sua produção para essa formação. Considerado uma das obras-primas do repertório de câmara, o nº 3 rendeu a Haydn o título de “Pai do Quarteto de Cordas”.

O apelido da obra, “Imperador” (Kaiser), deve-se ao fato de o segundo movimento utilizar a melodia do hino imperial austríaco.