Jodie Comer mostra a força feminina de Irmã Brigid em A Morte de Robin Hood
A atriz britânica protagoniza o novo filme da A24 que estreia em 13 de agosto nos cinemas ao lado de Hugh Jackman.
Dirigido por Michael Sarnoski, A Morte de Robin Hood estreia em 13 de agosto nos cinemas com distribuição da Imagem Filmes. Ao lado de Hugh Jackman no papel de Robin Hood, a atriz britânica Jodie Comer, vencedora do Emmy® e do BAFTA®, dá vida à Irmã Brigid, que acolhe o protagonista ferido após uma grande batalha.
No novo filme da A24, Michael Sarnoski inverte a lenda de Robin Hood. No lugar do herói generoso que rouba dos ricos, o filme apresenta um velho fora da lei encurralado pelo próprio passado de violência, escondido nas montanhas até ser arrastado para uma última missão por seu antigo parceiro de crimes, Pequeno João (Bill Skarsgård). É nessa inversão que a personagem de Comer ganha peso: a prioresa que a tradição sempre retratou como vilã, responsável por conduzir o herói à morte, aqui é quem sustenta a narrativa. Brigid cuida, decide e oferece ao homem despedaçado a única chance de redenção que lhe resta.
Trazer à tona a vulnerabilidade de Robin Hood exigia a atriz certa para viver a Irmã Brigid, uma mulher compassiva, mas marcada por feridas profundas. Anos antes das gravações, Sarnoski já havia se encontrado com Jodie Comer, e ela foi a primeira a lhe vir à mente: a personagem pedia complexidade emocional e segredos bem guardados, mas também algo sobrenatural, o de uma freira quase mágica que comanda um lugar de cura e tranquilidade. Sarnoski sabia que Comer reunia essas qualidades difíceis de nomear e, muitas vezes, contraditórias.
Para construir essa presença ao mesmo tempo terrena e transcendente, o diretor se inspirou em Hildegard von Bingen, freira alemã do século 12 que foi curandeira, escritora, compositora e filósofa. Na tela, Brigid é uma curandeira magnética, cuja gentileza desarma Robin e o ajuda a enxergar em si mesmo uma força que ele nem sabia ter. É sob os cuidados dela, em um priorado onde a cor e o calor voltam à história, que o personagem encara os erros do passado e considera, pela primeira vez, a possibilidade de ser bom.
“Ela tem essa doçura que consegue acessar, que a gente vê em ‘Killing Eve’ (série protagonizada por Jodie Comer), mas também tem essa profundidade, elegância e mistério em muitos de seus outros papéis”, diz Sarnoski. “Ela parece estranhamente atemporal e fora do tempo, ao mesmo tempo jovem e aparentemente ancestral.”

